Um anfitrião em perigo
Enquanto para o Uruguai 1930 não houve eliminatórias, o número de inscritos para a Itália 1934 exigiu a disputa de uma fase preliminar. O curioso, porém, é que a seleção anfitriã também participou. A Azzurra comandada pelo técnico Vittorio Pozzo enfrentou a Grécia, sob o risco de não se classificar para o evento na sua própria casa. No fim, é claro, nada disso aconteceu: os italianos venceram confortavelmente por 4 a 0 e deram o primeiro passo rumo ao título mundial.
Enquanto para o Uruguai 1930 não houve eliminatórias, o número de inscritos para a Itália 1934 exigiu a disputa de uma fase preliminar. O curioso, porém, é que a seleção anfitriã também participou. A Azzurra comandada pelo técnico Vittorio Pozzo enfrentou a Grécia, sob o risco de não se classificar para o evento na sua própria casa. No fim, é claro, nada disso aconteceu: os italianos venceram confortavelmente por 4 a 0 e deram o primeiro passo rumo ao título mundial.
Naquele mesmo torneio se deu o único caso de um jogo das eliminatórias disputado no território do país-sede entre duas seleções visitantes. Depois de superar a fase preliminar da América do Norte e Central, o México enfrentou os Estados Unidos em Roma, poucos dias antes do início do Mundial. Então, aconteceu uma das grandes surpresas do futebol da época: os americanos venceram por 4 a 2, com quatro gols de Aldo Donelli.
No caminho rumo à França 1938, a grande novidade foi a classificação das Índias Orientais. Se você não sabe onde fica este país, é porque ele já não existe. À época, era uma colônia holandesa, que hoje atende pelo nome de Indonésia. Cuba também conseguiu uma vaga pela primeira e única vez na sua história. O detalhe é que ambos selecionados não disputaram uma partida sequer e foram ao Mundial graças ao abandono dos seus adversários. Doze anos mais tarde, na prévia do Brasil 1950, a Índia se classificou da mesma maneira. No entanto, no final acabou desistindo de participar do torneio porque o regulamento proibia que os seus jogadores jogassem descalços.
A campanha rumo à Suíça 1954 teve um convidado incomum. A região de Sarre, localizada entre França e Alemanha, foi um país independente por um breve período, o que lhe permitiu disputar as eliminatórias. O selecionado, comandado pelo ilustre Helmut Schön, surpreendeu ao vencer a Noruega, apesar de perder na sequência da Alemanha Ocidental, país ao qual se uniria pouco depois. Naquele mesmo torneio, o confronto entre Turquia e Espanha se definiu por sorteio. Saiu o nome dos turcos, que assim conseguiram a sua primeira participação no Mundial.
Conflitos, protestos e maldições Para 1958, foi disputada a primeira repescagem entre seleções de regiões diferentes: o País de Gales superou Israel e conseguiu uma histórica vaga na Suécia. Depois de eliminatórias tranquilas antes do Chile 1962, para a Inglaterra 1966 ocorreu o primeiro boicote em massa. Os países africanos decidiram não participar em protesto por não terem um lugar garantido na competição. Assim, a Coreia do Norte ficou com a vaga após vencer o torneio asiático.
A fase classificatória para o México 1970 foi marcada pela "Guerra do Futebol", um conflito armado entre El Salvador e Honduras que não teve nada a ver com o esporte em si, mas recebeu este nome depois de um jogo entre ambas as seleções. A política continuou influenciando o esporte quatro anos mais tarde, quando a União Soviética se negou a disputar uma repescagem contra o Chile por questões ideológicas e acabou dando a vaga aos sul-americanos na Alemanha Ocidental 1974.
Desde a preliminar para a Argentina 1978, uma curiosa tendência teve início: pelo menos um dos quatro primeiros colocados do Mundial anterior não conseguia se classificar para a edição seguinte. A "maldição" se manteve ao longo de 32 anos, com exceção do México 1986, até que, na África do Sul 2010, Itália, França, Alemanha e Portugal marcaram presença — apesar de que franceses e portugueses tiveram de suar muito para garantirem a vaga.
Para a Espanha 1982, pela primeira e única vez as confederações da Ásia e da Oceania se juntaram para definirem os seus classificados. Nova Zelândia e Kuwait foram os felizardos. Quase 20 anos mais tarde, a Austrália estabeleceu o novo recorde de maior goleada das eliminatórias, com um incrível 31 a 0 sobre Samoa Americana.
Para completar esta revisão da história, um dado mais recente. A fase classificatória para a África do Sul 2010 foi a que menos seleções estreantes mandou para o Mundial: somente a Eslováquia conseguiu sobreviver à acirrada competição preliminar.
Fonte: FIFA
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