Blatter ataca e diz que Platini iniciou crise da Fifa: 'Inveja e ciúme'

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Suspenso provisoriamente pelo Comitê de Ética da Fifa por 90 dias, Joseph Blatter quebrou o silêncio e foi para o ataque em entrevista à agência de notícias russa TASS.

Suas palavras tinham endereço certo: Michel Platini, presidente da Uefa, postulante ao cargo de homem-forte do futebol mundial e punido ao lado do suíço por causa de um pagamento de US$ 2 milhões por consultoria.

Para Blatter, a crise pela qual hoje atravessa a entidade máxima do esporte bretão - com cartolas presos por corrupção após investigação dos EUA - teve início com o ex-jogador francês, tudo por "inveja e ciúme". Depois, a União Europeia se envolveu e também quis sua saída, de acordo com o braço-direito de João Havelange.

"Eu me tornei o alvo principal do ataque porque já há três anos, e especialmente depois da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, a Uefa não me queria mais como presidente. Foi um ataque orquestrado sobre o presidente da Fifa. Mas as outras confederações, elas estavam comigo. Apenas a Uefa tentou me derrubar. Eles não conseguiram. Mesmo com esse tsunami eu fui reeleito como presidente", falou o dirigente de 78 anos aos repórteres Oleg Koshelev, Artem Kuznetsov e Maxim Filimonov..

"No começo era apenas um ataque pessoal. Era Platini contra eu. Ele começou, mas então se tornou político. E quando é político, não é mais apenas Platini contra eu."

Blatter diz que Inglaterra e Estados Unidos começaram uma campanha contra ele por terem perdido as disputas como sedes da Copa do Mundo de 2018 e 2022 para Rússia e Catar, respectivamente. "Mas você não pode destruir a Fifa. A Fifa não é um banco suíço. A Fifa não é uma companhia comercial", prosseguiu.

Questionado sobre por que Platini não gosta dele, Blatter respondeu: "Vocês terão de perguntar a ele, e nós saberemos. Porque ele queria ser presidente da Fifa. Mas ele não teve a coragem para chegar a presidente. E agora nós estamos nesta posição no futebol".

"A Fifa está trabalhando bem, organizando competições e todos os programas de desenvolvimento. A Fifa é tão bem organizada que até mesmo grandes rivais na Alemanha têm de dizer que a Fifa estão melhor organizada do que o futebol alemão. Desde que me tornei presidente da Fifa, nós tornamos a Fifa uma grande companhia comercial. E isso, naturalmente, provoca inveja e ciúme", disparou.

O suíço, à frente da Fifa desde 1998 e que sairá após a eleição de fevereiro de 2016, relutou em admitir que a entidade está em crise.

"Sim, em crise, mas não a organização como tal, mas sim a liderança. O futebol nunca esteve tão bom como agora. É realmente bom futebol em todo lugar. A Fifa não está em crise. A governança da Fifa está em crise. Seria crise se você matar no mesmo dia o presidente, o secretário-geral e o vice-presidente da maior confederação", exemplificou.

Blatter também voltou a criticar sua suspensão provisória das atividades relacionadas ao futebol dizendo que o Comitê de Ética não o chamou para apresentar sua defesa e culpou a imprensa pela atitude tomada contra ele e Platini.

"Eu penso que foi a pressão da mídia. Foi a pressão para se livrar do presidente da Fifa. Infelizmente, Platini estava no mesmo barco. E eles queriam dizer 'Nós, Comitê de Ética, não estamos a serviço do presidente, nós somos totalmente independentes'. Isso está errado. Eles podem ser independentes, mas não precisam ficar contra mim", falou.

Fonte:  MSN Esportes

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