Pressão ignorada e queda anunciada: mês a mês, o triste Vasco de 2015

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O Vasco caminha para o terceiro rebaixamento da sua história e nada muda em São Januário. Se outrora o presidente Eurico Miranda era conhecido por tomar atitudes drásticas em situações de crises, desta vez ele assiste a tudo e não realiza nenhuma mudança. A relação do filho dele, Euriquinho, que é voz ativa no futebol, com Paulo Angioni é cada vez pior. Diretores e conselheiros pressionam pela saída do próprio Angioni e até de José Luis Moreira, mas nada foi feito.

Nem mesmo a goleada de 6 a 0 do Internacional na última quarta-feira mudou alguma coisa. O clima de velório entre jogadores, comissão técnica e diretoria é uma tônica no dia a dia do clube, sobretudo com a sequência de cinco derrotas consecutivas no Brasileirão. O novo técnico, Jorginho, disputou quatro jogos na competição e, até agora, perdeu todos eles. Nenhum gol marcado e 11 sofridos.

Em São Januário, poucos acreditam que ainda existe salvação, mas quase todos têm convicção de que o time pode não ser o dos sonhos dos torcedores, mas que também não era para estar nesta situação tão ruim na tabela. A diretoria contrata sem parar, atira para todos os lados, e quase nenhum dá certo. Já foram mais de 30 na temporada. Enquanto isso, a crise no departamento de futebol continua e a pressão só aumenta.

Eurico, desde o início, sabia dos problemas internos, da deficiência do elenco, da dificuldade para se salvar no Brasileiro, mas não mudou nada. Precisou segurar a pressão por três semanas para que Celso Roth fosse, enfim, demitido em agosto. Na direção do futebol, a crise continua. Em campo, os resultados não vêm. E, aos poucos, o Vasco caminha para um rebaixamento que talvez Eurico jamais imaginasse que pudesse acontecer com ele no comando. Mas, hoje, o difícil é ocorrer o contrário.


Veja agora, mês a mês, como a caravela do Vasco viaja em direção ao terceiro rebaixamento em oito anos para a Série B:

JANEIRO
No início do ano, a diretoria optou por uma gestão pés no chão. O principal era pagar em dia e quitar dívidas de outrora. As primeiras contratações foram de nomes desconhecidos, todos vindo de graça e a maioria de clubes pequenos. Os mais conhecidos eram os meias Marcinho e Julio dos Santos. O ataque estava carente e a criação de um centro científico, o Caprres, virou sensação, embora depois tenha motivado alguns problemas internos no Cruz-Maltino.

FEVEREIRO
Com as derrotas para São Paulo e Flamengo no Torneio de Manaus, a desconfiança com o time aumentou. Por isso, a diretoria saiu em busca de reforços. Serginho reforçou a cabeça de área, enquanto Gilberto chegou no ataque. O time iniciou vencendo no Carioca, a diretoria anunciou o patrocínio da Viton 44 e a relação entre Angioni e Euriquinho já não era boa, mas por enquanto ainda estava contida. O salário em dia também deixava os jogadores mais motivados dentro e fora de campo.

MARÇO
Não tardou para Dagoberto também ser contratado e empolgação aumentar. O time, aos poucos, dava mostras de que se encaixava cada vez mais no Carioca. Apesar da queda de rendimento de Marcinho, Jhon Cley fez bons jogos no início do mês. O salário continuava sendo debitado nos dias certos. Foi neste mês, aliás, que o Cruz-Maltino chegou a sondar com a liderança da Taça Guanabara, mesmo com a derrota para o Fla debaixo de chuva no Maraca.

ABRIL
O mês de abril não começou tão bem para o Vasco. A derrota para o Friburguense por 5 a 4, fora de casa, fez com que alguns problemas internos começassem a vazar. O relacionamento de do Doriva e do auxiliar Eduardo Souza com Alex Evangelista, coordenador do centro científico, era difícil. Angioni estava do lado do treinador, enquanto Euriquinho era a favor do fisioterapeuta. A crise não foi controlada e foi o início daquilo que, mais para frente, ficaria do jeito que está atualmente.

MAIO
Maio começou, junto dele, veio o título carioca que não era conquistado desde 2003. Todos os problemas foram esquecidos, Doriva ficou cheio de moral e a diretoria resolveu reforçar o elenco para o Brasileirão. A partir daí o problema começou. Os reforços foram veteranos como Julio Cesar, Diguinho e Riascos, que foram mal quando entraram. A falta de vitórias no início do Brasileiro deu mostras de que um período nebuloso estava por vir. E chegou bem mais rápido.

JUNHO
O que começou com sequência de três empates consecutivos se tornou cinco derrotas consecutivas. A crise chegou de vez. E ninguém em São Januário soube controlar. Nem mesmo Eurico Miranda, que assistiu a tudo e nada vez. Começava o calvário e, junto dele, as brigas internas só aumentavam. Doriva foi demitido e veio Celso Roth. Euriquinho não concordou e, daí para frente, a relação com Angioni acabou de vez. Enquanto isso, o time naufragava no Brasileirão.

JULHO
As vitórias nos clássicos contra Flamengo e Fluminense amenizaram a situação, assim como a classificação contra o fraco América-RN. Mas o modo como Celso Roth lidava com os jogadores e a falta de tato com o centro científico incomodava muita gente. Foram três goleadas  no mês, para São Paulo, Palmeiras (em casa) e Corinthians. Depois da última, Eurico foi pressionado para demitir o treinador. Não fez e o pior acabou acontecendo no mês seguinte...

AGOSTO
Se as coisas já estavam ruins, elas conseguiram piorar em agosto. Sem dúvida alguma, o pior do Vasco no Brasileirão. Aliás, um dos piores da história do clube. Apesar da classificação na Copa do Brasil diante do Flamengo, o Cruz-Maltino teve cinco confrontos diretos na parte de baixo da tabela. Perdeu quatro, sendo dois em casa, e empatou um. Sequer balançou as redes em todo o mês no Brasileirão. A crise tomou ares incontroláveis. Celso Roth foi demitido e a distância para sair da zona de rebaixamento virou algo enorme. Eurico, mais uma vez, nada fez.

SETEMBRO
Setembro começou há apenas quatro dias, mas há muita história para contar. A primeira delas é a goleada sofrida para o Internacional: 6 a 0 na última quarta-feira. O Cruz-Maltino se afunda na zona de rebaixamento e está praticamente rebaixado para a Série B. Parte da diretoria e do Conselho Deliberativo pressiona Eurico para fazer mudanças, principalmente, no departamento de futebol. Mas, por ora, nada acontece. O atacante Leandrão, artilheiro da Série C, foi contratado. O holandês Emanuelson esteve perto, mas não veio. E assim o Vasco caminha para o calvário.

Fonte:  MSN Esportes

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