As 48 horas mágicas de Luiz Adriano

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Aquele 21 de outubro começou como qualquer outro. “Foi igual a todos os dias. A gente fica concentrado, acorda de manhã, toma café, depois sai para dar uma caminhada. Foi um dia normal. Até começar a partida”, conta Luiz Adriano ao FIFA.com. O jogo em questão foi a goleada do Shakhtar Donetsk por 7 a 0 sobre o BATE Borisov, válido pela UEFA Champions League. O brasileiro de 27 anos balançou as redes cinco vezes em uma atuação que lhe rendeu três recordes quebrados e outra marca histórica igualada.

Os 90 minutos no gramado em Borisov foram apenas o começo das 48 horas mágicas na vida de Luiz Adriano. Após tornar-se o maior artilheiro da história do Shakhtar (116 gols), marcar o hat-trick mais rápido da história da Champions League (sete minutos), quebrar o recorde de gols antes do intervalo (quatro) da competição e igualar Mazzola e Lionel Messi como o jogador a fazer mais gols (cinco) em uma partida da principal competição de clubes do continente, o atacante foi chamado pela primeira vez para vestir a camisa da Seleção Brasileira.

A convocação veio no dia 23 de outubro, e Luiz Adriano recebeu a notícia de forma igualmente especial. “Aquilo me surpreendeu muito”, disse, sorrindo. “Eu tinha acabado de sair do treino. Minha esposa tinha me ligado, e infelizmente eu não pude atender. Telefonei de volta, e ela me contou, deu os parabéns, falou que estava muito feliz. Faltaram palavras para mim. Depois cheguei em casa, e a minha filha Alice, de um ano e sete meses, estava com uma camisa da Seleção Brasileira com meu nome nas costas.”

As 48 horas mágicas de Luiz Adriano compensaram e recompensaram os sete anos e meio do atacante na Ucrânia. Desde que chegou ao Shakhtar, o brasileiro teve de ver companheiros de clube como Willian, Fernando e Bernard vestirem a camisa da Seleção enquanto sua chance não vinha. Hoje, o gaúcho afirma que, durante todo o tempo, nunca considerou a possibilidade de defender outro país. Ressalta também que a esperança jamais acabou.

Pelo contrário. O quadro de seus sonhos ganhou pinceladas mais nítidas quando Dunga herdou o posto de Luiz Felipe Scolari e assumiu o comando do time nacional após a Copa do Mundo da FIFA. “Minha esperança não diminuiu, não foi abalada. O professor Dunga falou que ia dar oportunidade para todo mundo que nunca tinha ido para a Seleção. Ele agora está me dando essa chance de vestir a camisa. Espero corresponder à altura do que ele espera de mim. Isso é que é o importante.”

Desde que voltou à Seleção, Dunga comandou a equipe em quatro amistosos e, em todos, montou seu time titular sem um camisa 9 típico. A formação, que venceu todos os jogos e não sofreu gols, contava com Diego Tardelli jogando mais avançado, mas saindo da área para buscar a bola e avançar também pelas laterais.  Luiz Adriano, que estará no elenco que vai enfrentar Turquia e Áustria nos dias 12 e 18 de novembro, respectivamente, é mais conhecido mais como atacante de área, mas não gosta do rótulo.

“Todo mundo que acompanha o Shakhtar sabe venho fazendo bem esse papel, me movimentando bastante. Aprendi muito com o professor Mircea Lucescu. Ele tem muita confiança em mim e na forma que eu jogo”, afirmou, citando o atual técnico do Shakhtar e lembrando que terá auxílio de alto nível na Seleção. “Acho que vou jogar na posição que venho jogando. É a posição que o professor Dunga vai querer me ver, como faço aqui no Shakhtar. Temos grandes jogadores pelos lados ali, como Neymar, Willian, Oscar, Philippe Coutinho… Vou ter muita gente de qualidade para me ajudar na Seleção."

magica

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