De cobrador de ônibus até a Copa

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A lesão de Radamel Falcao provocou calafrios em toda a Colômbia. O grande nome da seleção trabalha duro para se recuperar a tempo de estar na tão sonhada Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014.

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Os torcedores dão todo o apoio ao idolatrado goleador e mantêm a esperança de que ele jogue o Mundial, mas também não descuidam e já estão em busca de um substituto para o ataque da seleção comandada por José Pekerman. Nessa lista, um nome começa a se sobressair: Carlos Bacca.

Questão de confiança
Em um mundo do futebol no qual os talentos surgem de forma cada vez mais precoce, parece um absurdo pensar que alguém mantenha a fé de chegar à elite do esporte depois de estrear na categoria profissional aos 23 anos. "Eu tinha muita confiança nas minhas próprias condições, achava que uma oportunidade podia chegar e que eu tinha qualidade", explica Bacca. "Quando tive a chance no Junior, a minha esperança se fortaleceu. Cada vez que eu jogava uma partida me esforçava ao máximo para seguir progredindo."

O atacante teve um começo espetacular pelo clube do sul da Espanha. Até agora, ele disputou 29 partidas e marcou 13 gols. Números muito melhores que os obtidos por ídolos como o brasileiro Luís Fabiano e o malinense Frederic Kanouté no ano de estreia no clube.

"Foram meses muito positivos. Com o apoio da comissão técnica, da torcida e dos companheiros, tudo ficou mais fácil. Sem dúvida, foi mais difícil me adaptar à Bélgica, pelo idioma, clima, alimentação... Na Espanha, é muito mais fácil."

Um sonho que virou realidade
A grande fase não passou despercebida pelo técnico da seleção colombiana, que o incluiu em várias convocações. As mais especiais ocorreram em outubro do ano passado, quando a Colômbia comemorou a classificação para o Brasil 2014. "O melhor foi poder compartilhar com os companheiros esses momentos. Estávamos muito unidos no sonho da Copa, e esses momentos de comemoração fora do campo foram muito especiais."

"Parece incrível que, com tantas boas gerações de jogadores, tenhamos esperado 16 anos para voltar a uma Copa do Mundo. Mas demos o melhor de nós nestas eliminatórias para colocar a Colômbia no lugar onde ela merece estar."

Bacca explica quais foram os pontos fortes do grupo. "A união e a humildade com que encaramos cada jogo. Somos uma família, dentro e fora de campo. Tomamos decisões em conjunto e isso se reflete dentro de campo."

Ele também não se esquece de outro ingrediente fundamental nesta fórmula de sucesso: José Pekerman. "É um grande treinador que mudou a mentalidade do jogador colombiano. Ele fala de maneira muito clara e nos passa confiança fora do campo para tomarmos as melhores decisões dentro dele. Pessoalmente, estou muito contente com todos os seus ensinamentos e muito feliz por fazer parte desta seleção."

Em somente sete anos, Bacca deixou de ser cobrador de ônibus e chega agora às portas de uma Copa do Mundo. "Era um sonho de criança. Eu a desejava quando via pela televisão, e agora tenho a oportunidade de fazer parte desta seleção. Sei que há uma competição muito saudável por uma vaga, mas tenho esperança e vontade de ir à Copa. Por isso, trato de dar o meu melhor a cada dia. Com constância, trabalho e esforço, os sonhos podem ser realizados."

Fonte: http://pt.fifa.com/

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